O Fórum Nacional de Educação Católica teve início nesta quinta-feira (16), reunindo lideranças, gestores e educadores de todo o país em mais uma edição integrada à Assembleia Geral Ordinária da ANEC. Com o tema “Educação Católica: sonhar juntos hoje para impulsionar o amanhã”, o encontro propõe reflexão e construção coletiva diante dos desafios contemporâneos da educação, com foco na missão, na responsabilidade institucional e na continuidade do projeto educativo católico no Brasil.
A programação começou com a celebração da Santa Missa, presidida pelo padre Sérgio Eduardo Mariucci, presidente do Conselho Superior da ANEC. Em sua homilia, ele destacou a dignidade humana como fundamento do humanismo cristão, reforçando que a experiência com Deus não diminui, mas eleva o ser humano.
Segundo o sacerdote, é missão das instituições católicas, por meio da educação, contribuir para resgatar e fortalecer essa dignidade, oferecendo, além da formação acadêmica, oportunidades de crescimento integral e compromisso com a vida e com o próximo. “Por meio da educação e do nosso trabalho, temos o apostolado de, além do ensino, também oferecer oportunidades para que aqueles que frequentam as nossas instituições façam a experiência daquele que vem do alto e se sintam engrandecidos em sua dignidade e comprometidos também a defender a vida e a levar esta mensagem salvífica a todos os lugares”, afirmou.
A mesa de abertura do Fórum Nacional de Educação Católica e Assembleia Geral reforçou o tom de unidade, identidade e visão de futuro que marca o encontro. Representantes de diferentes instâncias da Igreja e da educação católica destacaram a necessidade de ir além das respostas imediatas, apostando em uma formação integral, enraizada na tradição, mas aberta aos desafios contemporâneos.
O secretário-geral da Confederação Interamericana de Educação Católica (CIEC), Oscar Pérez Sayago, apontou três chaves fundamentais para esse caminho: tradição viva, inovação com sentido humano e educação como aliança. Segundo ele, a tradição católica não deve ser vista como repetição, mas como uma “memória fecunda”, capaz de dialogar com o presente sem perder sua essência. “A tradição educativa católica é uma sabedoria em movimento, uma maneira de olhar a pessoa como mistério e de unir fé, cultura e vida”, afirmou. Ele também destacou que inovar é colocar a tecnologia a serviço da pessoa humana: “A escola católica não teme a inovação quando ela nasce do amor à verdade e ao ser humano”.
Na mesma linha, a presidente da ANEC, Irmã Iraní Rupolo, enfatizou o caráter de comunhão do encontro, reunindo representantes de todas as regiões do país. Para ela, o Fórum expressa, na prática, a sinodalidade proposta pela Igreja e a construção coletiva da educação. “Sonhar juntos para projetar o futuro é reconhecer que o amanhã começa hoje”, afirmou. Ela também reforçou a identidade própria das instituições: “Temos propósitos claros de uma educação que se diferencia, fundada nas palavras de Jesus e orientada pela Igreja”.
O Padre Sérgio Mariucci reforçou que o evento é um espaço de fortalecimento da comunhão entre as instituições. Segundo ele, além da troca de experiências, o Fórum busca projetar os próximos passos da educação católica no Brasil. “A tradição católica é uma fonte inesgotável que nos renova e nos lança para frente”, destacou. Ele também ressaltou o papel formativo das instituições: “A educação católica vai além do conteúdo programático e forma o ser humano também para a experiência do mistério de Cristo”.
Em mensagem por vídeo, o presidente da CNBB, Cardeal Jaime Spengler, alertou para a importância da clareza de identidade diante dos desafios atuais. Ele destacou que a capacidade de “sonhar juntos o mesmo sonho” é condição para transformar a realidade. “Uma escola sem identidade não educa”, afirmou. Para o cardeal, a educação católica tem papel estratégico na formação das novas gerações: “Se formos capazes de propor a nossa identidade de forma autêntica, estaremos fazendo a diferença na sociedade”.
Também em vídeo, a presidente da CRB Nacional, Irmã Maria do Desterro, definiu o encontro como um sinal concreto de unidade e missão compartilhada. Ela destacou a educação católica como espaço privilegiado de cuidado com a vida e formação integral. “Que este fórum seja um tempo fecundo de escuta, discernimento e partilha”, disse. E concluiu: “Educar evangelizando é reafirmar, com coragem e ternura, o compromisso com a vida e com o futuro das novas gerações”.
Ao longo da programação, que segue até esta sexta-feira, 17/4, o Fórum contará com conferências, palestras e espaços de diálogo, além da realização da Assembleia Geral da ANEC, consolidando-se como um ambiente estratégico para a definição de caminhos e prioridades da educação católica no país.
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