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Espiritualidade: A oração, o jejum e a caridade

14/03/2020
Por  ANEC Comunicação

Por Frei Claudino Gilz e Irmã Cláudia Chesini

No calendário litúrgico romano, próprio da Igreja Católica, o período que abrange os 40 dias após a Terça-Feira de Carnaval até a Vigília Pascal é chamado de Quaresma.

O tempo da Quaresma é marcado por algumas ações de quem almeja alcançar a santidade e, porque não dizer, a graça da ressurreição: a oração, o jejum e a caridade. No seguimento dos passos de Jesus Cristo, a oração, o jejum e a caridade são mais do que práticas quaresmais. São, antes de tudo, um estilo de vida cristã e também caminhos na busca de deixar transparecer sentimentos que são próprios de uma pessoa de Deus.

A oração é a principal maneira para fortalecer a intimidade com Deus. É na relação com ELE que “adotando uma postura de discípulo, homem e mulher de fé, pode-se amadurecer com base numa espiritualidade que passe do intimismo para a experiência do Deus que liberta o ser humano das dependências e o impulsiona a servir com generosidade e alegria.”[1]

O jejum está presente no Cristianismo, mas também em outras culturas. Abster-se de algo em favor dos outros é uma das práticas recomendadas pela Igreja. O Papa Francisco assim ensina: “O verdadeiro jejum vem do coração, pois é um compromisso com Deus e com o outro! O amor a Deus e ao próximo é uma unidade”[2]

Em relação à caridade, o próprio Jesus afirma: ‘Quando vocês rezarem, entrem no seu quarto, fechem a porta, no escondido, quando derem esmola não faça soar a trombeta, quando jejuar não fiquem tristes’.[3] Caridade pressupõe olhar. Ver o outro, especialmente nas necessidades que mais o aflige, sentindo compaixão e dispondo-se a cuidar do irmão! No âmbito de uma educação católica, a caridade significa “favorecer itinerários que humanizem, de modo que a pessoa esteja no centro dos processos educacionais!”[4]

Que neste tempo da Quaresma, tomemos a oração, o jejum e a caridade enquanto caminhos à santidade no seguimento dos passos e cultivo dos mesmos sentimentos de Cristo Jesus. Imbuídos de tal propósito, conseguiremos fazer com que o amor incondicional do Filho de Deus abra para todos nós a esperança da ressurreição e da vida plena no Reino de Deus Pai!

Uma abençoada Quaresma a todos!

[1] Linhas de Ação Pastoral da ANEC, p.23, 2019.

[2] Homilia Casa Santa Marta, Vaticano, 15 fevereiro 2015.

[3] Mt 6,6

[4] Congregação para a Educação Católica. Educar ao Humanismo Solidário – Para construir a civilização do amor. Brasília:  Edições CNBB,2018.


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