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Fórum Nacional de Educação Básica da ANEC tem programação com reflexões sobre identidade, esperança e novos caminhos para educar

18/09/2026
Por  ANEC Comunicação

Primeiro dia do encontro reuniu educadores e lideranças para dialogar sobre identidade católica, Pacto Educativo Global, internacionalização, inclusão e cuidado com quem educa

Com o tema “Linguagens de Esperança: educação que humaniza e transforma”, teve início nesta quinta-feira (17) o Fórum Nacional de Educação Básica da ANEC, em Belo Horizonte, Minas Gerais. O encontro reúne gestores, educadores e lideranças da Educação Católica para refletir sobre os desafios contemporâneos da escola e sobre os caminhos necessários para uma educação capaz de gerar sentido, esperança e transformação.

A programação do primeiro dia foi marcada pela integração entre fé, identidade, inovação pedagógica, inclusão e cuidado, reafirmando a educação como espaço privilegiado de formação integral e de construção de novas possibilidades para as próximas gerações.

O encontro teve início com a Celebração Eucarística, seguida da mesa de abertura, que acolheu os participantes e apresentou a proposta do Fórum, inspirada na perspectiva de construir novos mapas de esperança para a Educação Católica.

Educar para uma paz desarmada e desarmante

Um dos primeiros momentos do Fórum foi o lançamento do livro “Educar para uma paz desarmada e desarmante”, obra apresentada no encontro como uma contribuição para pensar a educação a partir da construção de relações mais humanas, justas e fraternas. O material dialoga com a proposta da Confederação Interamericana de Educação Católica (CIEC) e com as prioridades apresentadas pelo Papa Leão XIV para uma educação comprometida com a formação integral.

A obra propõe a educação como caminho para formar corações capazes de construir um mundo mais justo, fraterno e em paz, trazendo experiências, atividades e ferramentas que podem ser incorporadas ao cotidiano educativo.

Identidade Católica Profética: educar para novos mapas de esperança

Na conferência de abertura, Frei Luiz Antônio Pinheiro, OSA, Prior Provincial da Província Nossa Senhora da Consolação do Brasil e responsável pela Rede Lius Agostinianos, conduziu a reflexão “Identidade Católica Profética: a missão do educador no desenho de novos mapas de esperança para o século XXI”, com a mediação da Irmã Marisa Aquino.

A discussão colocou em evidência a identidade da escola católica diante de um cenário de profundas transformações. Mais do que responder às mudanças do tempo presente, a proposta é reconhecer a missão educativa como uma presença capaz de oferecer sentido, esperança e formação integral.

A reflexão dialogou diretamente com o conceito que inspira o Fórum: levantar o olhar, reconhecer os sinais do tempo e ter coragem para desenhar novos caminhos sem perder de vista a identidade e a missão da Educação Católica.

Pacto Educativo Global ganha novas ferramentas para a escola

O compromisso com uma educação construída de forma colaborativa também esteve presente na apresentação da 2ª edição do Dicionário do Pacto Educativo Global, realizada por Humberto Herrera, da SM Educação e Fundação SM, em representação da equipe de animação do Pacto Educativo Global.

A publicação reúne diferentes instituições e organizações ligadas à Educação Católica e busca contribuir para a integração dos princípios do Pacto ao cotidiano das escolas. A apresentação destacou a compreensão do Pacto como um convite que envolve mente, coração e mãos, articulando identidade, alteridade e compromisso com a educação.

A nova edição também amplia as possibilidades de utilização do material pelas instituições educativas, com previsão de publicação digital e outros recursos voltados à integração do Pacto ao currículo escolar.

Educação para além das fronteiras

As transformações do mundo contemporâneo também foram abordadas na palestra “Educação Bilíngue e Plurilíngue: construindo escolas preparadas para conexões globais”, conduzida pela Dra. Luciana Brentano, sob mediação de Pe. Charles Lamartine.

A reflexão apresentou a educação bilíngue para além do ensino de um segundo idioma. A proposta envolve utilizar diferentes línguas como parte dos processos de aprendizagem e ampliar a capacidade dos estudantes de estabelecer conexões em diferentes contextos.

Nesse sentido, a internacionalização aparece como uma dimensão do projeto educativo, envolvendo currículo, competências e preparação dos estudantes para um mundo marcado por relações cada vez mais globais. A apresentação também diferenciou o ensino de línguas da escolarização bilíngue, destacando a aprendizagem acadêmica e linguística por meio das línguas presentes no currículo.

A programação do Fórum também ganhou um momento especial de arte e sensibilidade com a apresentação “Sinfonia no Espírito”, realizada pelo Coral dos estudantes do Colégio Santa Maria Minas.

A apresentação cultural trouxe música, talento e emoção ao encontro, traduzindo, por meio das vozes dos estudantes, a beleza de uma educação que também se expressa pela arte e pela experiência estética.

“Ninguém educa sozinho”: inclusão como responsabilidade compartilhada

A Educação Especial Inclusiva foi tema do painel “Ninguém educa sozinho: tecendo a unidade, a sustentabilidade e os rumos da Educação Especial Inclusiva entre o conceitual e o operacional”, com a professora Márcia Rezende e com o Dr. Hugo Sarubbi Cysneiros e Dra. Amanda Caetano, sob mediação da Ir. Marli Araújo.

A discussão partiu de uma questão central: à medida que crescem as demandas por inclusão, também é necessário garantir que estruturas, responsabilidades e recursos acompanhem esse processo.

Entre os pontos apresentados, esteve a necessidade de construir um mapa claro de corresponsabilidades, evitando que a escola seja colocada no lugar de outras políticas e serviços e fortalecendo a articulação entre família, escola, profissionais e diferentes áreas de atendimento.

A proposta reforçou, assim, que inclusão não se constrói de maneira isolada. Ela exige planejamento, diálogo, protocolos, formação, acessibilidade e corresponsabilidade, transformando direitos em práticas concretas no cotidiano escolar.

Cuidar de quem cuida da educação

O cuidado ganhou espaço de destaque no encerramento da programação formativa do dia, com a inspiração pedagógica “Educação Socioemocional: cuidar de quem cuida”, conduzida pela Profa. Dra. Pollyana Gama.

A reflexão partiu de uma provocação fundamental: quem cuida de quem cuida?

A escola foi apresentada como espaço de cuidado, equilíbrio e bem-estar, considerando tanto as relações humanas quanto as condições necessárias para que educadores possam exercer sua missão. A apresentação destacou que cuidar envolve atenção, percepção e responsabilidade, e que o autocuidado não deve ser compreendido como uma ação isolada, mas como parte de uma cultura institucional.

A discussão também relacionou o cuidado à liderança escolar, ao desenvolvimento pessoal e profissional, à comunicação e à capacidade de lidar com conflitos. Entre os caminhos apresentados para o cuidado de quem atua na educação estiveram aspectos como formação, estrutura, carreira, equilíbrio, bem-estar e autocuidado.

Em uma dinâmica de autorreflexão, os participantes foram convidados a fazer uma pausa e olhar para si mesmos, reconhecendo que cuidar do outro também exige condições para cuidar de si.

A reflexão encontrou uma síntese especialmente significativa no convite que atravessa o próprio conceito do Fórum: levantar o olhar e contar as estrelas, reconhecendo para onde estamos indo e por quê. A apresentação retomou essa imagem a partir de uma fala do Papa Leão XIV.

Quando a intuição encontra a evidência

Encerrando o primeiro dia, a apresentação “Ecos – Quando a intuição encontra a evidência”, com Frei Luiz Antônio Pinheiro, Eduardo Mendonça, CEO da Editora SM Educação, e Petrônio Alves Ferreira, gestor pedagógico do Colégio Santo Agostinho, propôs uma reflexão sobre a relação entre experiência, percepção e evidências na construção das práticas educativas.

O momento reforçou uma das marcas do Fórum: a busca por uma educação que saiba escutar os sinais do presente, interpretar a realidade e transformar reflexão em ação.

Assim, o primeiro dia do Fórum Nacional de Educação Básica da ANEC deixou uma mensagem transversal: desenhar novos mapas de esperança não significa abandonar a identidade, mas aprofundá-la para responder, com coragem e criatividade, aos desafios de um mundo em transformação.

Entre fé e conhecimento, inovação e cuidado, inclusão e identidade, o encontro reafirma que educar é uma construção coletiva — e que novas cartografias para a Educação Católica começam quando se olha para o presente com responsabilidade e para o futuro com esperança.

O Fórum Nacional de Educação Básica da ANEC continua com novas reflexões e experiências voltadas aos caminhos da educação que humaniza e transforma.

Encontro foi pauta na mídia católica

O primeiro dia do encontro foi registrado pelo programa CN Notícias, da Canção Nova. Assista à matéria na íntegra, clicando aqui. 


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