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Conselho estadual da ANEC de São Paulo realiza Seminário de Gestão

20/05/2022
Por  ANEC Comunicação

Evento virtual reuniu mais de 80 gestores, religiosos e educadores de diversos estados brasileiros.

Com o objetivo de debater temas relativos à atuação das entidades educacionais católicas, o Conselho Estadual da ANEC de São Paulo realizou, nesta terça-feira (17), o Seminário Estadual de Gestão. Mediado pela Ir. Selma Maria dos Santos, o encontro virtual foi dividido em três painéis: Gestão de Emoções e Sentimentos – um novo paradigma a ser quebrado nas instituições educacionais; Retornar o crescimento – panorama do mercado, gestão, marketing e venda; e Conversando acerca do Cebas (Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social na Área de Educação).

Responsável por compartilhar experiências relativas aos temas emocionais no ambiente educacional, o professor, conferencista, palestrante e consultor em educação e gestão, Renato Casagrande, falou sobre a importância da capacidade de liderança dos gestores educacionais. “O trabalho do professor é complexo e resulta em muitos desgastes físicos e mentais. Somente quando se aprende a ouvir o coração das pessoas, um líder pode inspirar confiança à sua equipe, entender o que está errado e as reais necessidades daquelas pessoas. Se a gente não conseguir tocar nesse sentimento, não vamos ter mudança de comportamento”, afirmou Casagrande.

De acordo com o especialista, para se obter sucesso no projeto pedagógico e no planejamento estratégico institucional, é fundamental que o gestor tenha a capacidade de envolver emocionalmente não só o professor, como também toda a comunidade escolar.  “Quando falamos em gestão de emoções, estamos falando de cultura. Meus maiores êxitos como gestor, se deram quando eu consegui mudar, estudar e conhecer a cultura. Para ser um bom gestor é preciso ter grande capacidade de liderança. Na vida, eu encontro líderes que não são gestores e gestores que não são lideres”, afirmou.

Estratégias de mercado

Convidado para falar sobre os desafios do mercado educacional, o economista e CEO do Grupo Rabbit Educação, Christian Rocha Coelho, disse que mais importante que captar alunos, é garantir a permanência dos estudantes já matriculados. “Manter os nossos clientes é muito mais barato e mais fácil que correr atrás de novos. Claro que precisamos de novos estudantes, mas o foco deve ser cuidarmos dos atuais”, alertou.

Para assegurar a permanência dos estudantes, o especialista aconselha que as instituições antecipem ao máximo possível as estratégias de rematrícula. “O mercado está mudando. As escolas que conseguirem acompanhar essa evolução terão resultados superiores., aquelas que voltarem à pré-pandemia, terão mais dificuldade. Uma das questões mais importantes neste momento é a antecipação da rematrícula. Precisamos preparar as escolas para depois das férias, em 1º de agosto, estarem prontas para suas campanhas de captação de alunos. Em setembro, devem dar início às suas estratégias de  rematrícula”, orientou  Christian Rocha Coelho, chamando atenção para o que chamou de “ano atípico”, dada a proximidade das eleições, Copa do Mundo 2022 e festividades de fim de ano, que ocorrerão entre outubro e janeiro.

Cebas

Os impactos dos vetos à Lei Complementar LC nº 187, que dispõe sobre a certificação das entidades beneficentes e regula os procedimentos referentes à imunidade de contribuições à seguridade social também foram debatidos.

Participando do debate, o advogado especialista no terceiro setor, Thiago Criscuolo, alertou para os riscos de manutenção dos vetos feitos à LC nº 187. “Esses vetos podem prejudicar e muito as instituições do terceiro setor, por isso estamos trabalhando para que eles sejam derrubados no Congresso Nacional. Instituições que atuam em áreas como educação, saúde e assistência social serão prejudicadas. Precisamos nos mobilizar em torno desse tema”, ressaltou. O painel contou ainda com a participação de outros dois especialistas: Vanda Monteiro Ribeiro e Cyrenio Camargo.


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